Michael Zorn/Invision/AP
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Ao promover livro, ex-mulher de Trump diz ser a verdadeira primeira-dama; Melania rebate

Ivana provoca atual mulher do presidente e diz ser a mais preparada, mas 'odeia' Washington

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2017 | 05h00

As coisas na Casa Branca estão ficando um pouco Real Housewives (reality show americano sobre donas de casa famosas nos EUA). Em um estranha briga doméstica na presidência, a primeira e a terceira mulher do presidente Donald Trump, Ivana e Melania, respectivamente, divergiram publicamente em uma guerra de palavras ontem sobre quem é a primeira-dama dos EUA. O fogo cruzado acabou respingando até mesmo na segunda mulher do magnata, Marla Maples. 

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Para promover seu novo livro, Raising Trump (Criando Trump, na tradução livre), sobre criar os três filhos que teve com o presidente americano, Ivana concedeu uma entrevista ao programa Good Morning America na qual ela fez alguns comentários para provocar a mulher que atualmente exerce o papel de “mulher de Donald”. 

“Basicamente, sou a primeira mulher de Trump, certo?”, disse Ivana Trump. “Logo, eu sou a primeira-dama.” Oferecendo uma falsa simpatia por Melania, disse que, para ela, “estar em Washington deve ser terrível”.  Sobrou ataques também para a segunda mulher do magnata. Uma “garota-espetáculo” foram as palavras escolhidas para se referir a Marla. 

Mas em vez de deixar as provocações de lado, Melania Trump resolveu seguir um dos conselhos marido. Na verdade, o mais famoso deles, que diz que se deve responder de forma muito mais dura a qualquer um que o atinja.

Sua porta-voz, Stephanie Grisham, emitiu uma resposta rebaixando os comentários de Ivana como uma “tentativa de chamar atenção” de alguém que apenas quer vender livros. Ela também quis deixar claro que Melania Trump “não odeia” sua vida em Washington. 

“A sra. Trump transformou a Casa Branca no lar para Barron (filho dela com Trump) e o presidente. Ela ama viver em Washington, DC, e está honrada pelo seu papel de primeira-dama dos EUA. Ela planeja usar seu título para ajudar crianças, não para vender livros.”

A resposta não parou por aí: “Claramente, não há nenhuma substância nessa declaração de uma ex. Isso, infelizmente, é apenas uma tentativa de chamar atenção de uma barulhenta egoísta.” 

Tudo começou de uma maneira aparentemente inocente. Ivana Trump tinha um livro para promover e iniciou uma “batida publicitária”. Ela revelou ter uma linha direta com a Casa Branca e com seu ex-marido, mas ela não a usa com medo de que a atual sra. Trump tenha uma “impressão errada”. 

“Eu (não) quero realmente ligar para ele lá (na Casa Branca), porque Melania está lá. E eu não quero causar nenhum tipo de ciúmes ou algo do tipo, porque basicamente eu sou a primeira mulher de trump, certo? Eu sou a primeira-dama”, disse. 

Ela insistiu em lamentar por Melania estar em Washington. “Deve realmente ser terrível. Mas melhor ela do que eu. Eu teria odiado Washington.” 

Odiar Washington, no entanto, não a impediu de falar sobre suas habilidades de desempenhar o papel com punhos de aço, se ela tivesse tido a oportunidade, como deixou claro.

“Será que eu iria endireitar a Casa Branca em 14 dias? Absolutamente. Será que eu posso fazer um discurso de 45 minutos sem um teleprompter? Com certeza. Posso ler um contrato? Posso negociar? Posso entreter? Absolutamente. Mas eu não iria gostar de estar lá. Eu gosto da minha liberdade”, disse Ivana Trump, em mais um comentário provocador a Melania. / WASHINGTON POST 

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