REUTERS/Kevin Lamarque
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Ao receber Macri em Washington, Trump destaca amizade com líder argentino 

Os dois se conhecem há vários anos devido a negócios relacionados com o grupo do pai do governante argentino, o empresário italiano Franco Macri

O Estado de S. Paulo

27 Abril 2017 | 16h26

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira, 27, na Casa Branca, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e destacou sua amizade com o "grande líder". 

Em sua chegada à Casa Branca, Trump recebeu Macri do lado de fora da ala oeste, lhe estendeu a mão e trocou algumas palavras com ele longe dos microfones.

Em seguida, ambos posaram para fotos junto com suas mulheres, Melania Trump, vestida com um terninho verde caqui, e Juliana Awada, com um vermelho vibrante.

Os quatro entraram depois no edifício e as câmeras captaram os dois governantes trocando tapinhas nas costas. Os governantes e suas mulheres se transferiram depois ao Salão Oval, onde Trump fez declarações aos jornalistas.

"Me sinto muito confortável em apoiá-lo (Macri) porque sei quem apoio. Estou respaldando um homem que ama a seu povo e ama seu país", enfatizou Trump.

Macri e Trump se conhecem há vários anos devido a negócios relacionados com o grupo do pai do governante argentino, o empresário italiano Franco Macri.

Perguntado sobre o tema das importações de limões argentinos, suspensas temporariamente por seu governo em janeiro, Trump afirmou que realizará "uma consideração muito séria" da reivindicação de Buenos Aires para que esse veto seja derrubado.

Após sua reunião no Salão Oval, os dois governantes fizeram um lanche de trabalho com suas respectivas delegações e, em seu início, Trump anunciou um acordo com Macri para criar um grupo de trabalho bilateral sobre assuntos cibernéticos, orientado a "proteger os interesses econômicos e de segurança" de ambos países.

Macri, por sua parte, lembrou os "inexplicáveis desencontros" vividos entre os dois países, ao assegurar que é "um momento maravilhoso" para fortalecer e aprofundar os laços bilaterais. 

Logo após vencer as eleições presidenciais em novembro, Trump falou com Macri por telefone, fazendo do argentino um dos poucos líderes latino-americanos a conversar com o americano nos dias seguintes à vitória. Segundo explicações oficiais, o telefonema teve o objetivo de reativar uma relação formada quando ambos trabalhavam como empresários antes de entrarem na política. 

O telefonea na época foi marcado por uma controvérsia, ao saber-se que Ivanka Trump, filha do presidente dos EUA, participou de alguns instantes do diálogo. / EFE e REUTERS 

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