AP Photo/Evan Vucci
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Ao visitar região afetada pelo Florence, Trump promete '100%' de ajuda 

Trump, magnata do setor imobiliário com hotéis e clubes ao redor do mundo, aproveitou sua visita para perguntar sobre a zona de Lake Norman, perto de Charlotte, onde possui um campo de golfe

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2018 | 20h18

O presidente americano, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 19, 100% de ajuda às áreas do sudeste dos Estados Unidos devastadas pelo furacão Florence, que em muitos casos ainda estão debaixo d'água. 

"As inundações são históricas, difíceis de acreditar", declarou Trump ao se encontrar com socorristas na base militar de Cherry Point, Carolina do Norte, cerca de 30 quilômetros do local onde o furacão tocou terra firme na última sexta-feira, mas depois converteu-se em uma depressão tropical.

"O que tivermos de fazer no governo federal faremos", garantiu o presidente em entrevista coletiva. "Estaremos 100%."

Trump, magnata do setor imobiliário com hotéis e clubes ao redor do mundo, aproveitou sua visita para perguntar sobre a zona de Lake Norman, perto de Charlotte, onde possui um campo de golfe. "Eu adoro esta área, eu não posso dizer o motivo, mas adoro", comentou quando uma autoridade lhe disse que a área não havia sido afetada.

Carolina do Norte, Carolina do Sul e Virgínia foram os Estados mais atingidos pelo Florence, que causou inundações "catastróficas" de acordo com as autoridades, deixando quase 40 mortos, incluindo várias crianças, e danos que poderiam chegar a bilhões de dólares.

Florence "é um dos furacões mais poderosos e devastadores que atingiram o país", disse Trump, elogiando os mais de 20 mil agentes federais e voluntários que participaram das operações de resgate.

O presidente, que visitou o Texas no ano passado depois do furacão Harvey, e Porto Rico, devastado pelo furacão Maria, também deve ir à Carolina do Sul.

"Nós nunca esqueceremos os seus mortos, estaremos sempre ao lado de vocês", garantiu Trump, dirigindo-se às famílias das vítimas.

Atingido no estômago

Nas Carolinas, onde em algumas partes choveu um metro, muitos rios transbordaram e, em alguns casos, o pico máximo de cheia esperado ainda não havia sido atingido.

"Nosso Estado foi atingido no estômago, senhor presidente, e nosso pessoal ainda está cambaleando", disse Roy Cooper, governador da Carolina do Norte, onde mais de 10 mil pessoas ainda estão em abrigos.

Cooper informou a Trump que muitos agricultores perderam suas plantações, há empresas que fecharam e muitos perderam suas casas. Além disso, disse que várias estradas ainda estão inundadas e milhares de pessoas seguem sem eletricidade.

A Carolina do Norte, já afetada pelo furacão Matthew em 2016, é o Estado mais devastado por Florence.

"Já enfrentamos tempestades antes em nosso estado, mas nunca uma assim", declarou Cooper, acrescentando que "temos um longo caminho a percorrer nos próximos dias, meses e até anos".

O governador ressaltou a Trump que o Estado poderia se recuperar, mas precisaria de sua ajuda.

"Estamos nos preparando para enviar um monte de dinheiro para a região. Eles precisarão. Nós temos isso e forneceremos", assegurou Trump.

Os 2 milhões de Michael Jordan 

Embora o sol brilhasse nesta quarta-feira no sudeste dos Estados Unidos, as autoridades enfatizaram que os riscos persistem.

"Infelizmente, as inundações em algumas áreas continuarão por vários dias", alertou o serviço meteorológico nacional no Twitter.

Mais de mil estradas permanecem fechadas na Carolina do Norte devido a inundações, informou o Departamento de Transportes do Estado. "As águas continuam a subir; 2.200 pessoas foram resgatadas", indicou.

A lenda do basquete Michael Jordan, natural da Carolina do Norte, anunciou uma doação de US$ 2 milhões para a recuperação do Estado.

A ex-estrela do Chicago Bulls cresceu em Wilmington, muito perto de onde Florence chegou, e estudou na Universidade da Carolina do Norte. "Wilmington é realmente minha casa", disse Jordan. "Quando se trata de sua casa, é difícil de engolir". / AFP 

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