Aos 32 anos, o maior trauma do presidente

O governista perdeu o controle da lancha que pilotava no Rio Paraná em 1989 e teve o braço direito decepado

Rodrigo Cavalheiro CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2015 | 04h11

Provavelmente a maior coincidência entre as que marcam a trajetória de Daniel Scioli e Mauricio Macri é ter passado por seu maior trauma aos 32 anos. O governista perdeu o controle da lancha que pilotava no Rio Paraná em 1989 e teve o braço direito decepado. “Voltei a correr e fui campeão. Não desisto de nada.”

Scioli usa uma prótese, que ajusta anualmente na Europa. Ele brinca com a limitação. Em um programa de TV, desafiou um sósia a também fazer o nó da gravata com uma mão só, ao vivo. Na última semana, após quebrar a mão esquerda no futsal, disse que não poderia dar vantagem maior a adversários. “Estou dando um braço e meio.”

Macri foi sequestrado por 14 dias em 1991. Ao ser capturado, foi agredido e transportado em um caixão funerário até o sótão de uma casa em Buenos Aires. Os criminosos, ex-policiais federais, o soltaram depois de a família pagar US$ 6 milhões. 

Ao lançar sua campanha, rompeu o silêncio sobre o tema, no texto Da Escuridão. "Passei a maior parte do tempo em uma caixa de madeira e um metro e meio por um metro e meio. Desciam comida de um buraco no teto.” Ele diz que o episódio o motivou a presidir o Boca Juniors e a entrar na política. 


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