Nasa/Reuters
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Aos 95, morre John Glenn, o 1º americano a orbitar a Terra

Ex-senador democrata e herói americano foi uma peça-chave na corrida espacial entre EUA e União Soviética durante a Guerra Fria

REUTERS, NYT, AP e AFP, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2016 | 23h33

COLUMBUS, EUA - O ex-astronauta e ex-senador dos Estados Unidos John Glenn morreu nesta quinta-feira, 8, aos 95 anos, no Centro Médico Wexner, da Universidade Estadual de Ohio, em Columbus, informou John Kasich, governador do Estado de Ohio. Glenn foi o primeiro astronauta americano a orbitar a Terra e era o último integrante ainda vivo do Projeto Mercury.

“John Glenn é, e sempre será, o maior herói local de Ohio e seu falecimento hoje é uma ocasião de luto para todos nós”, disse Kasich, em comunicado. Glenn era celebrado por ter reacendido o orgulho americano após a dominação inicial da antiga União Soviética na exploração tripulada do espaço. 

Suas três voltas ao redor do planeta a bordo da cápsula Friendship 7, em 20 de fevereiro de 1962, forjaram uma poderosa conexão entre o ex-piloto de combate e os investimentos iniciados no governo do presidente John Kennedy na corrida para transformar o espaço em uma “nova fronteira”.

Glenn serviu como piloto durante a Segunda Guerra e voou em 59 missões de combate. Na Guerra da Coreia, participou de 27 missões. Após o final do conflito, virou instrutor de voo no Texas. Em 1959, foi selecionado pela Nasa para o Projeto Mercury, o primeiro projeto tripulado da agência espacial. 

A história ganhou as telas no filme Right Stuff, de 1983, uma adaptação do livro de mesmo nome escrito por Tom Wolfe. Quem viveu Glenn no cinema foi o ator Ed Harris.

Após a carreira na Nasa, Glenn foi eleito senador dos Estados Unidos, em 1974, e representou o Estado de Ohio por 24 anos como um democrata moderado. Em 1984, tentou se candidatar à presidência, mas não teve sucesso – quem venceu as primárias do partido foi Walter Mondale, que havia sido vice-presidente de Jimmy Carter. 

O astronauta ainda participaria de uma nova viagem espacial em 1998, quando voltou a viajar na órbita da Terra, aos 77 anos, pela missão STS-95 Discovery, que durou 9 dias. 

O presidente dos EUA, Barack Obama, prestou homenagem ao astronauta, que considerava um amigo e um ícone americano. “John inspirou gerações de cientistas, engenheiros e astronautas que nos levarão a Marte e mais além. Não só para visitar, mas para ficar”, disse Obama. Com sua morte, o país perde um ícone e Michelle e eu perdemos um amigo.”

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