Ronaldo SCHEMIDT / AFP
Ronaldo SCHEMIDT / AFP

Energia retorna parcialmente a 14 Estados da Venezuela após apagão paralisar o país

Maior parte do país ficou no escuro desde a tarde de quinta-feira e até o serviço de telefonia deixou de funcionar; aeroportos, hospitais e o comércio estiveram fora de operação

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2019 | 01h11
Atualizado 09 de março de 2019 | 18h46

CARACAS -A Venezuela sofreu entre a noite de quinta-feira, 7 e  esta sexta-feira, 8, o maior apagão da história do país. Uma falha na Hidrelétrica de Guri, que fornece a maior parte da energia para o país, obrigou os venezuelanos a passar mais de 22 horas no escuro. Enquanto o líder da oposição, Juan Guaidó, usou o blecaute para convocar a população para um ato hoje contra o presidente Nicolás Maduro, o chavista atribuiu a falta de luz a uma “guerra elétrica” conduzida pelos Estados Unidos. 

A falta de energia afeta também o Estado brasileiro de Roraima, única unidade da federação que não está interligado ao sistema elétrico nacional, que depende da energia fornecida pelo país vizinho. Termoelétricas foram acionadas para compensar a falta de energia na Venezuela.

Até esta tarde, a luz tinha voltado de maneira parcial a 14 dos 23 Estados do país afetados pelo blecaute e para a maior parte da Grande Caracas.  Ao longo do dia, aulas foram canceladas e repartições públicas não funcionaram. 

A partir das 17h50 de ontem ( no horário de Brasília), hospitais que não contavam com geradores passaram a sofrer problemas para manter unidades neonatais e UTIs em funcionamento. O metrô de Caracas não funcionou e postos de gasolina não conseguiam abastecer veículos em virtude da falta de luz. 

A maior parte do comércio não abriu nas maiores cidades do país. O apagão também afetou o setor de telecomunicações, uma vez que a maior parte das torres de telefonia e internet ficaram sem energia. Voos foram cancelados, com passageiros sem conseguir viajar dentro do país, ou internacionalmente,  e o serviço de fornecimento de água deixou de funcionar. 

O governo Maduro denunciou uma "sabotagem" contra a principal barragem de geração de energia elétrica no país. “A guerra elétrica do imperialismo americano será derrotada”, disse o presidente. Seus auxiliares responsabilizaram, sem oferecer provas, o senador americano Marco Rubio, pela suposta sabotagem. 

Guaidó, por sua vez, disse que o apagão é mais um motivo para marchar hoe contra Maduro. “Não é normal que 50% dos hospitais não tenham geradores”, disse. “Estamos vivendo uma tragédia.” / AFP, EFE e AP 

 

 

 

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