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Apagões castigam ilha turística venezuelana 

Margarita, um dos lugares ainda frequentados por turistas estrangeiros na Venezuela, tem parte dos serviços públicos e do comércio paralisada

O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2018 | 05h00

CARACAS - Ilha Margarita, um dos últimos pontos ainda frequentados por turistas estrangeiros na Venezuela, sofre com apagões que paralisaram parte dos serviços públicos e do comércio. Moradores da ilha caribenha têm organizado protestos, em uma pressão incomum sobre o chavismo, que atribui os cortes a sabotagem.

O ministro de Energia Elétrica, general Luis Motta Domínguez, afirmou que as interrupções são consequência de um “ato de terrorismo” contra um gasoduto da estatal de petróleo PDVSA. Segundo ele, isso provocou um vazamento de gás e afetou o fornecimento de energia. “Não temos o gás para poder ligar as plantas termoelétricas que abastecem a Ilha Margarita”, sustentou. O governo esperava a normalização do serviço para amanhã.

A aposentada Ingrid Hernández, de 62 anos, retornou à ilha no fim de semana após passar vários dias em Caracas e a encontrou com o comércio fechado. “Muita comida já estragou”, disse a moradora da ilha de 500 mil habitantes, que já foi um importante ponto turístico do Caribe. “A energia acabou ontem (sexta-feira) por cinco horas e neste sábado voltou a cair por mais três horas. Estamos esperando outro apagão. Isso já está assim há três dias”, contou Ingrid. 

O ministro chavista afirmou que o rompimento do gasoduto ocorreu no início da semana passada e orientou as equipes a cortar a energia elétrica de modo controlado por no máximo seis horas consecutivas. 

Os apagões são frequentes na Venezuela, em especial nos Estados do oeste do país, como Zulia, Táchira, Mérida, Trujillo e Barinas. Ainda que não sejam tão comuns em Caracas, no dia 8 de setembro foi registrado o quarto grande apagão na capital em um mês.

Especialistas associam as falhas no fornecimento de energia à deterioração da infraestrutura por falta de investimento em meio à grave crise econômica no país e à corrupção no setor. O governo geralmente atribui o problema a “sabotagens” de seus adversários para criar descontentamento entre a população. / AFP

 

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