Family of Charlie Gard via AP
Family of Charlie Gard via AP

Aparelhos que mantêm bebê vivo na Inglaterra serão desligados nesta sexta-feira

Pais do pequeno Charlie, de 10 meses, queriam levar criança, que tem doença terminal, para tratamento nos EUA, mas perderam a batalha na Justiça

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2017 | 17h35

Londres - Serão desligados nesta sexta-feira, 30, os aparelhos que mantêm vivo o pequeno Charlie, bebê de 10 meses que se encontra em hospital de Londres devido a uma doença genética rara e terminal que, segundo os médicos, faz a criança sofrer muito. 

A notícia foi anunciada nesta quinta-feira, 29, pelos pais do menino, Connie Yates e Chris Gard, que perderam a batalha judicial na Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) para que Charlie continuasse respirando com ajuda de aparelhos. O casal tinha como objetivo levar o filho para os Estados Unidos para a realização de um tratamento experimental. Indignados e desesperados, os pais lançaram uma última acusação contras as autoridades britânicas e europeias. 

"Nós, e principalmente Charlie, fomos terrivelmente abandonados durante todo o processo. Não foi permitido escolher se nosso filho poderia viver e nem quando e onde deveria morrer", afirmou o casal no Facebook. Por outro lado, Yates e Gard agradeceram todas as pessoas que os apoiaram, ou desejando boa sorte ou doando dinheiro para atingir os 1,4 milhão de libras esterlinas que seriam usadas para levar o pequeno Charlie aos EUA. 

Mas a ideia do casal de tentar salvar a criança agora não será mais colocada em prática devido a resposta negativa à viagem, determinando o desligamento dos aparelhos do bebê dada pelos juízes britânicos no começo do mês e da corte europeia na última terça-feira.       

Agora, Yates e Gard querem passar o tempo que resta com seu filho. "Ele nos deixará sabendo que foi amado por milhares de pessoas", afirmaram. Enquanto isso, um porta-voz do Great Ormond Street Hospital, onde o menino está internado, respondeu que o estabelecimento médico "ajudará a família no que for necessário neste difícil momento e a ideia de desligar as máquinas já é antiga". / Ansa 

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