Family of Charlie Gard via AP
Family of Charlie Gard via AP

Aparelhos que mantêm vivo bebê britânico com doença terminal serão desligados em breve

Juiz determinou que procedimento será realizado assim que Charlie Gard, de 11 meses, chegar ao hospital especializado em cuidados paliativos

O Estado de S.Paulo

27 Julho 2017 | 15h24

LONDRES - O bebê britânico Charlie Gard, de 11 meses, que está em estado terminal em razão de uma rara doença congênita, terá os aparelhos que o mantêm vivo desligados assim que for internado em um hospital especializado em cuidados paliativos, determinou nesta quinta-feira, 27, o juiz Nicholas Francis.

O magistrado, da Divisão de Família do Tribunal Superior de Londres, aprovou um plano de cuidados para que o menino seja transferido em breve do hospital infantil Great Ormond Street, em Londres, onde recebia tratamento, para um centro especializado em doentes terminais.

Francis declarou que, "inevitavelmente", pela sua condição, Charlie morrerá neste outro hospital não identificado "em um curto período de tempo" depois que forem retiradas as máquinas que o sustentam, assim como recomendaram os médicos de Great Ormond Street.

A decisão vai contra os desejos dos pais, Connie Yates e Chris Gard, que haviam pedido para que o filho fosse mantido artificialmente com vida por mais alguns dias no centro de cuidados paliativos para poderem se despedir do menino, que não tem nenhuma função ativa.

Charlie sofre de uma condição genética extremamente rara que causa o enfraquecimento progressivo de seus músculos e danos cerebrais. A longa batalha de seus pais para salvá-lo conquistou uma onda de empatia internacional.

Francis aprovou nesta quinta-feira o plano de cuidados proposto pelo hospital Great Ormond Street após não ter chegado a um consenso com os pais, decisão tomada depois de vários dias de audiências que encerraram um julgamento de meses.

Nesta semana, os pais desistiram da ideia inicial, que motivou o início do julgamento em março, de transferir Charlie aos EUA para receber um tratamento experimental, após especialistas terem mostrado que a qualidade de vida do bebê não melhorou.

Eles também tiveram de desistir do desejo de transferir o menino para casa e cuidar dele por alguns dias antes de desconectar as máquinas, já que o juiz considerou a opção impraticável. / EFE

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