Apec busca maneira de impulsionar Rodada de Doha

Junto com a mudança climática são os dois assuntos de mais destaque da Cúpula que termina neste domingo

EFE

09 de setembro de 2007 | 01h42

Os líderes do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec) se dedicaram a encontrar uma maneira de impulsionar a Rodada de Doha, que junto com a mudança climática são os dois assuntos de mais destaque da Cúpula que termina neste domingo em Sydney. A segunda rodada de conversas não contou com a participação do presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, voltou para Washington, no sábado a noite, após assinar com os outros governantes a declaração com as medidas que serão adotadas para combater a mudança climática. O primeiro-ministro australiano, John Howard, e os outros 19 governantes emitirão um comunicado específico no qual farão uma chamada ao reatamento da Rodada de Doha antes do fim de 2007. O texto, que não será publicado junto com a declaração final da Cúpula, expressará o desejo de que a agricultura e a manufatura, que são negociadas atualmente em Genebra (Suíça), formem a base do acordo final. Os líderes do Apec voltarão a tratar a possibilidade de elaborar um estudo para conhecer a viabilidade do projeto de criar uma área regional de livre-comércio, o que alguns países-membros discutem há cerca de uma década. Também vão levar em consideração as recomendações de seus ministros de Exteriores e Comércio, que se reuniram durante o Fórum, sobre uma reforma estrutural, assuntos de segurança, possíveis pandemias globais e a segurança dos alimentos. A reforma do sistema de organização do Apec e das regras que regulam o processo de incorporação de novos membros também serão discutidas, e a Cúpula poderá aprovar uma ampliação, apesar de o ministro de Exteriores australiano, Alexander Downer, ter manifestado que esta possibilidade é "muito remota". A moratória estabelecida sobre a entrada de novos membros termina este ano, e por isso será revisada com a possibilidade de que países como a Índia possam participar do fórum regional. Onze países, entre eles Índia, Paquistão, Sri Lanka, e "algumas nações da América Latina, pediram sua inclusão", disse o ministro australiano. Downer se mostrou a favor da entrada da Índia, embora tenha destacado que dar lugar a esse país significaria ter de abrir as portas da organização ao restante de economias que solicitaram seu ingresso, entre elas Equador e Costa Rica.

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