Apec: países estudarão acordo de livre comércio

Os Estados Unidos, Rússia, China e economias da Ásia e do Pacífico concordaram em estudar a possível adoção de um acordo de livre comércio. Em declaração conjunta divulgada nesta terça-feira, os líderes afirmam que decidiram estudar a proposta liderada pelo governo chinês em um período de dois anos.

Estadão Conteúdo

11 de novembro de 2014 | 09h57

O anúncio representa uma vitória de Pequim em seus esforços para ter um papel de maior peso no comércio global. "Esse é um passo histórico em direção a uma área de livre comércio na Ásia-Pacífico", afirmou o presidente chinês Xi Jinping em coletiva de imprensa.

A China está empurrando o acordo apesar dos Estados Unidos tentarem uma proposta similar com doze países da região, excluindo a potência asiática. Na disputa pela influência na Ásia, a China já realizou uma série de iniciativas como o acordo de livre comércio com a Coreia do Sul, anunciado na segunda-feira, a criação de um fundo de US$ 40 bilhões para melhorar os laços comerciais entre economias asiáticas e a realização de um banco de desenvolvimento regional com outros 20 países.

Pequim afirma que suas intenções são benignas, mas sua crescente importância comercial nos países da região pode acabar erodindo a influência norte-americana na Ásia. Em resposta, Washington pressiona para realizar seu acordo com os demais países asiáticos e impor uma derrota à Pequim. Publicamente, contudo, os Estados Unidos se posicionam a favor da ascensão de uma economia chinesa pacífica.

Segundo Wu Xinbo, diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade de Fudan, as negociações dos Estados Unidos "estão sendo utilizadas para empurrar a China de lado e enfraquecer o seu status de centro econômico". Ao promover sua própria iniciativa, Wu acredita que Pequim dará ao país "maior direito de falar na Ásia-Pacífico e de ter um novo status". Fonte: Associated Press.

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