Apedrejamento é comum no país desde 1979

TEERÃ

AP, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, Sakineh foi condenada em 2006 por ter "relações ilícitas" com dois homens depois da morte de seu marido. A Justiça sentenciou a mulher a 99 chibatadas. Em setembro do mesmo ano, porém, durante o julgamento de um homem acusado de matar o marido de Sakineh Mohammadi Ashtiani, outro tribunal reabriu o caso de adultério com base em eventos que teriam ocorrido antes da morte dele. Apesar de voltar atrás na confissão feita sob coerção, Sakineh foi condenada.

A morte por apedrejamento foi sentenciada muitas vezes depois da Revolução de 1979. Foi oficializada no Código Penal do país em 1983. Até 1997, pelo menos dez pessoas foram mortas por ano. O ex-presidente moderado Mohammad Khatami conseguiu reduzir a aplicação da punição, mas a sentença voltou a ser usada por Mahmoud Ahmadinejad. Hoje, 24 iranianos aguardam a execução por apedrejamento. As mulheres são enterradas até o busto e homens atiram pedras pequenas o bastante para não matar de uma vez. Homens são enterrados até a cintura, com os braços livres para que possam se defender. A lei islâmica prevê a morte por apedrejamento para condenados por assassinato, estupro, assalto à mão armada, tráfico e adultério.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.