REUTERS/Marco Bello
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Apenas 26% dos hospitais da Venezuela têm água diariamente, diz estudo

Em média, os centros médicos venezuelanos contam com 6 horas e 48 minutos de energia elétrica por dia

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2019 | 12h43

CARACAS - Os recentes apagões que atingiram o sistema elétrico na Venezuela agravaram as condições do sistema de saúde do país. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade Central da Venezuela e divulgada na quarta-feira, 11, apenas 26% dos hospitais do país têm serviço de água diariamente. Em média, os centros médicos venezuelanos contam com 6 horas e 48 minutos de energia elétrica por dia. 

Nos últimos meses a entrada de equipamentos básicos de saúde no país, liberada após um acordo entre governo e oposição e intermediado pela Cruz Vermelha, melhorou as condições de atendimento em prontos-socorros e centros cirúrgicos da Venezuela. Apesar disso, o colapso do sistema de saúde local é iminente.

“Nenhuma ajuda humanitária substitui um sistema de saúde decente”, disse à agência Bloomberg o médico Julio Castro, autor do estudo. 

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De acordo com o relatório, a escassez de insumos para atendimento básico de saúde nos hospitais venezuelanos ficou em 43,3%. A de instrumentos cirúrgicos foi de 34,1%, numa melhora em relação aos números do último levantamento, em novembro de 2018.

O levantamento é feito junto aos 40 maiores hospitais da Venezuela em 23 Estados e avalia a escassez dos 20 principais itens de atenção básica e os 11 de instrumentação cirúrgica. 

Ainda de acordo com o autor do estudo, a situação é mais crítica em Estados do Oeste do país, como Zulia e Trujillo, já que o governo concentra os recursos em Caracas. 

“Nenhum hospital consegue prestar um bom serviço com os níveis de desabastecimento que possuem”, disse Castro. “A falta de luz e água não afeta apenas o funcionamento dos hospitais, mas também são necessários para pacientes que precisam de diálise e respiração mecânica.”

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"Temos provas e vamos apresentá-las ao Conselho de Segurança (da ONU). Prova com vídeos, fotos, com todos os depoimentos das testemunhas, de como o governo da Colômbia está preparando terroristas para fazer ataques a alvos militares, civis, institucionais e para tentar assassinar o presidente Maduro", disse ele em discurso.

As provas, no entanto, ainda não foram apresentadas. A declaração acontece na mesma semana em que as trocas de acusação entre os dois países alcançou um nível crítico. Após Caracas ordenar um exercício militar próximo a fronteira colombiana, Bogotá reagiu entrando em alerta máximo.  / BLOOMBERG

 

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