Apenas seis países aderem formalmente à força de paz da ONU

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu na quinta-feira a fim de definir os termos para o envio das forças de paz que irão atuar na zona tampão criada no sul do Líbano. Até agora apenas Bangladesh, Finlândia, Indonésia, Itália, Malásia e Nepal fizeram declarações formais de contribuição entre quinta e sexta-feira. Treze mil soldados devem ser enviados, e se juntarão com os dois mil que já se encontram no Líbano. Nesta quinta-feira as tropas libanesas chegaram até a fronteira com Israel.O envio das tropas de paz foi determinado pela resolução que pôs fim ao conflito entre Israel e Hezbollah. Aproximadamente 50 países participaram da reunião. Desses, 25 afirmam que podem contribuir com a força, entre promessas e ofertas condicionais, os contribuintes em potencial, segundo a agência Reuters.Bangladesh, Brunei, Chipre, Dinamarca, França, Finlândia Inglaterra, Indonésia, Itália e Malásia ofereceram tropas ou equipamentos, como navios e aviões. De acordo com Jacques Chirac, a França irá fornecer apenas 200 engenheiros militares, muito menos do que os funcionários da ONU esperavam, mas irá comandar a missão. Mil e setecentos soldados franceses que estão próximos ao Líbano estarão à disposição da ONU, mas não sob seu controle. A França já tem 200 soldados no Líbano, como parte da atual missão da ONU no país (UNIFIL), que conta com dois mil homens. Já outros países dizem considerar o envio, mas ainda estão analisando ou planejando, como é o caso da Austrália, Bélgica, Egito, Espanha, Grécia, Nova Zelândia, Noruega, Paquistão e Turquia. O embaixador da Alemanha na ONU, Thomas Matussek, diz que o seu governo pretende contribuir com polícia, agentes alfandegários, aviões e navios, mas depende da aprovação do parlamento. O Marrocos pode colaborar, mas irá esperar por maiores definições do mandato da força. Já os Estados Unidos está preparado para providenciar apoio logístico e de planejamento. A Malásia quer enviar soldados, apesar da oposição de Israel, que é contra a inclusão de nações que não tem laços diplomáticos com o Estado judeu. Os diplomatas na ONU dizem ter oferecido um batalhão mecanizado de mil homens. A Organização da Conferência Islâmica, que conta com 56 países islâmicos, afirmou que Israel não deve interferir na formação da força de paz. "Estaremos em território libanês. Não estaremos em território israelense", disse Syed Hamid Albar, ministro do exterior da Malásia. Tanto a Indonésia quanto a Malásia não reconhecem a existência do Estado de Israel. A ONU pretende enviar pelo menos 3,5 mil homens em até duas semanas e posteriormente aumentar seu efetivo até chegar a 15 mil soldados na região. O vice-secretário-geral da ONU, Mark Malloch-Brown, afirmou que o cessar-fogo atual é frágil e que qualquer atraso pode levar a mais violência entre Israel e o grupo xiita Hezbollah.Tropas libanesas Além das forças de paz da ONU, a resolução que terminou com o conflito previa o envio de 15 mil soldados libaneses ao sul do país. Desde quinta-feira, as tropas libanesas se deslocam à região. Nesta sexta-feira, os soldados chegaram à cidade de Khiam, a sete quilômetros da fronteira com Israel. Desde 1968 o Exército do Líbano não atuava na área.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.