Apesar da atual crise, Hong Kong tem "brilhante futuro", diz China

Em seu primeiro comentário desde a renúncia dos secretários de Segurança e das Finanças de Hong Kong, a Chancelaria chinesa disse nesta quinta-feira que o território que voltou ao seu controle tem ?um brilhante futuro?. As duas renúncias aprofundaram a maior crise política em Hong Kong desde que a ex-colônia britânica foi devolvida à China em 1997. A revolta da população contra o projeto de uma lei anti-subversão gerou uma crise de liderança no território. Hoje, o chefe local do governo de Pequim, Tung Chee-hwa, admitiu que cometeu alguns erros e pediu à população uma segunda chance, prometendo ouvir mais o povo de Hong Kong sobre suas restrições à lei anti-subversão. Ainda hoje, as autoridades locais divulgaram que o desemprego na ilha chegou à cifra recorde de 8,6% no trimestre que concluiu em 30 de junho, como resultado da crise da pneumonia asiática, ou Sars. O surto da síndrome respiratória aguda severa levou à drástica redução do turismo local depois que a Organização Mundial da Saúde impôs em abril um alerta sobre a disseminação da doença, fazendo cair a receita dos hotéis, empresas de transporte, restaurantes e o comércio em geral. Em Pequim, no entanto, o porta-voz da Chancelaria, Kong Quan, disse que ?Hong Kong tem resistido a uma série de testes desde que retornou (à China), mantendo sua prosperidade?. E concluiu: ?Confiamos em que Hong Kong terá um bilhante futuro?. O porta-voz se negou a fazer comentários sobre o tema da visita que Tung Chee-hwa deverá fazer no sábado a Pequim.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.