Apesar da oposição, Pelosi defende reunião com chefe sírio

A presidente do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta sexta-feira, 6, que não se arrepende de sua reunião com o chefe de Estado da Síria, Bashar al-Assad, apesar das críticas da Casa Branca. "Foi uma visita muito intensa, não só devido a nossa delegação, mas também pelas conversas que tivemos, concentradas na luta contra o terrorismo e em trazer a paz ao Oriente Médio", disse Pelosi aos jornalistas após se encontrar, em Lisboa, com o presidente do Parlamento português, Jaime Gama.Pelosi, que fez uma escala em Lisboa a caminho dos Estados Unidos, após sua viagem de uma semana pelo Oriente Médio, não quis entrar em polêmica com o presidente americano, George W. Bush, e deixou que o congressista democrata Tom Lantos se encarregasse de falar sobre sua reunião com Assad.O presidente do Comitê de Relações Internacionais da Câmara de Representantes qualificou a reunião de "frutífera" e destacou a importância do diálogo para conseguir uma "futura cooperação" com a Síria.No entanto, Lantos colocou como condições para esta cooperação a colaboração no julgamento do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, que a Síria deixe de infiltrar terroristas no Iraque, não forneça armamento ao movimento xiita Hezbollah e feche os escritórios dos terroristas em Damasco.Pelosi disse que durante a viagem analisou a situação no Irã com os dirigentes dos diferentes países que visitou. "É muito importante que o Irã não fabrique armas nucleares e expressamos esta preocupação especialmente ao presidente Assad e levamos esta mensagem a outros países", disse Pelosi, que visitou Israel, Síria, os territórios palestinos, Arábia Saudita e Líbano.

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