Petr David Josek / AP
Petr David Josek / AP

Apesar de acordo, ucranianos e rebeldes ainda se enfrentam

Kiev denunciou a morte de oito militares e separatistas falam em ao menos 10 civis mortos no leste ucraniano

O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 11h09

KIEV - Apesar do acordo de paz acertado em Minsk pelas potências europeias e a Rússia, oito militares ucranianos foram mortos e 34 ficaram feridos em confrontos com separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia nas últimas 24 horas, disse um porta-voz militar de Kiev nesta sexta-feira, 13.

"Em Donbass (leste da Ucrânia), essa noite não foi calma. Os inimigos bombardearam posições das forças da 'operação antiterrorista' com a mesma intensidade de antes", disseram os militares em comunicado.

Os confrontos têm sido particularmente intensos nos arredores de Debaltseve, uma cidade-chave que liga por ferrovia duas áreas controladas pelos rebeldes e onde os separatistas têm usado mísseis e artilharia para atacar as forças do governo que ocupam o local.


"Após ação militar e bombardeios, a Ucrânia perdeu oito militares e outros 34 ficaram feridos", disse o porta-voz militar Vladyslav Seleznyov.

Outro lado. Os separatistas afirmam que pelo menos dez civis, entre eles três crianças, morreram nas últimas 24 horas pelo fogo de artilharia ucraniana no leste ucraniano. "Na cidade de Gorlovka três crianças morreram após o impacto de um projétil de artilharia", disse à imprensa local o número dois das milícias da autoproclamada república popular de Donetsk, Eduard Basurin.

Basurin acrescentou que, no total, quatro pessoas morreram em Gorlovka e três na cidade de Donetsk, o principal reduto dos separatistas pró-Rússia.

Outras três pessoas morreram ontem à noite em Luhansk, segundo os rebeldes que controlam essa cidade, capital da região homônima fronteiriça com a Rússia. "Como resultado da canhonada noturna em Luhansk pelas Forças Armadas da Ucrânia, três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas", afirma um comunicado do Centro Informativo de Luhansk. /EFE e REUTERS

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