Apesar de ajuda dos EUA, Colômbia produz mais coca

Contradizendo as afirmações do governo colombiano, a Casa Branca revelou que a produção de folha de coca na Colômbia cresceu 25% em 2001 em relação ao ano anterior, apesar da intensa campanha de pulverização de cultivos patrocinada pelos EUA.Ao divulgar as cifras, o Escritório Nacional de Controle de Drogas, organismo vinculado ao Executivo americano, admitiu que os esforços para a erradicação da droga foram inferiores ao esperado. A sombria avaliação contrastou com o anúncio da semana passada do ministro da Justiça da Colômbia, Rómulo González, segundo o qual a produção da matéria-prima para o refino da cocaína havia decrescido em 16% entre agosto de 2000 e dezembro de 2001.González havia acrescentado que a tendência era "uma clara demonstração" de que o esforço de fumigação das plantações de coca estava funcionando. O comunicado da Casa Branca atribuiu parte do mau resultado que encontrou à inclusão, no relatório de 2001, de uma vasta área de cultivo de coca que não aparecia no mapeamento realizado no ano anterior porque estava encoberta por nuvens.A nota ressaltou também que as equipes de erradicação já tinham pulverizado, após o fechamento do relatório, boa parte das novas plantações de coca. Segundo o governo americano, a área total de plantação de coca apurada em 2001 foi de 1.690 quilômetro quadrado, 335 quilômetros quadrados a mais do que no ano anterior.Parte do aumento foi registrado na área de 42 mil quilômetros quadrados que o governo do presidente Andrés Pastrana havia cedido à guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de 1998 até o mês passado para servir de sede para as fracassadas negociações de paz.

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