Apesar de ameaças, França manterá proibição a burca

País recebeu mensagem de Osama bin Laden dizendo que se vingaria por decisão

Agência Estado

29 de outubro de 2010 | 12h02

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse hoje que o país manterá sua posição de confirmar uma lei para proibir as vestes muçulmanas, como a burca, apesar da ameaça recente de uma mensagem do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

 

Na gravação de áudio divulgada esta semana, Bin Laden ameaça matar cidadãos franceses como vingança por causa da lei da França para banir véus muçulmanos que cobrem toda a face e também pelas tropas do país no Afeganistão. Além disso, Bin Laden reclamou da atuação francesa na África.

 

Sarkozy disse que a França "não deixa ninguém ditar suas políticas, e certamente não terroristas". Segundo ele, o país já fez sua escolha e não quer nenhuma mulher dentro de seu território "presa entre pedaços de pano". O projeto de lei para proibir as vestimentas do tipo já foi aprovado pelo Legislativo.

 

O líder francês afirmou ainda que a voz da gravação era de fato de Bin Laden. Sarkozy falou durante um encontro da União Europeia (UE) em Bruxelas, na Bélgica. As informações são da Associated Press.

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