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Apesar de ataques, eleição afegã foi bem-sucedida, diz Obama

Presidente avisou que gerra no Afeganistão vai continuar e assessor dissse que objetivo é derrotar Al-Qaeda

Efe,

20 de agosto de 2009 | 16h59

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou as eleições presidenciais realizadas nesta quinta-feira, 20, no Afeganistão bem-sucedidas, apesar das tentativas dos Taleban de atrapalhar o processo. "Tivemos a que parece ter sido uma eleição bem-sucedida no Afeganistão, apesar das tentativas dos talebans de perturbar", afirmou Obama em entrevista por rádio com o comentarista conservador da Filadélfia Michael Smerconish.

 

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A Casa Branca destacou que a participação eleitoral afegã tinha sido alta, apesar de algumas fontes afirmarem que apenas cerca da metade dos 15 milhões de eleitores terem comparecido às urnas, número abaixo dos 70% que participaram do processo realizado em 2004. Em linha com o que disse na segunda-feira em discurso perante veteranos de guerra, Obama informou que o conflito no Afeganistão "demorará algum tempo" e ressaltou em que o importante é concluir a tarefa começada no país.

 

Em março os Estados Unidos anunciaram uma nova estratégia para o país, que tem como objetivo combater o grupo terrorista Al-Qaeda e seus aliados extremistas no Afeganistão e no vizinho Paquistão. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, insistiu hoje nesse objetivo, ao lembrar que os Estados Unidos mantêm para o futuro seu objetivo de "derrotar a Al-Qaeda e seus aliados terroristas".

 

Reino Unido

 

O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, também afirmou que as eleições no Afeganistão são de "vital importância" para a estabilidade do País. "Estas foram as primeiras eleições que os afegãos organizaram em 30 anos", destacou Miliband numa nota oficial.

 

"As eleições de hoje em todo o território afegão são de vital importância para a conquista da estabilidade num Afeganistão independente e com Governo próprio", disse o chefe da diplomacia britânica. "Para uma estabilidade duradoura", destacou Miliband, "os afegãos devem sentir que têm participação no futuro de seu país. Hoje, eles tiveram a oportunidade de expressar sua voz e voto através das urnas".

 

O ministro também parabenizou as tropas britânicas e as forças de segurança afegãs por "garantirem que a violência não impossibilitaria as eleições", apesar dos "ataques fatais" dos insurgentes para "atrapalhar o pleito".

 

Atualizado às 18h49 para acréscimo de informações

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