REUTERS/Elizabeth Shafiroff
REUTERS/Elizabeth Shafiroff

A parada de Halloween que desafiou o medo em Nova York

Para algumas pessoas que estavam no evento, a melhor forma de honrar as vítimas é continuar vivendo; ainda assim, muitas se queixaram no Twitter sobre a decisão de não cancelar o desfile

O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2017 | 10h14

NOVA YORK - O desfile anual de Halloween em Manhattan foi diferente neste ano. Pouco antes do início da parada, o usbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, atropelou diversas pessoas, matando 8 e ferindo 11, e causou pânico entre os moradores da região e visitantes.

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A ação, qualificada pelas autoridades como terrorismo, foi registrada por volta das 15h (locais). Contudo, apenas quatro horas depois, diversas pessoas fantasiadas invadiram a 6th Avenue para participar do evento, como estava planejado. Lá estavam eles: Mulheres-Maravilha, astronautas, peixes, dinossauros, entre outros.

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Duas funcionárias que trabalham há muito tempo no desfile observavam a multidão fantasiada a poucos metros de alguns policiais fortemente armados. Elas participam da montagem do evento há mais de 10 anos e disseram que, apesar dos trajes exuberantes, as pessoas estavam um pouco mais silenciosas neste ano.

“Está mais quieto esta noite, e há menos pessoas que das outras vezes”, relatou Reneé Nicole Gray, uma das funcionárias. “O ambiente está mais tenso, mas nos sentimos seguros em razão da presença de policiais”, disse. “Eles sabem o que estão fazendo.”

A outra funcionária, Emily Stevenson, observava os agentes próximos e afirmou: “Trabalhamos na parada todo ano. E as AK-47 são um elemento novo.”

No Twitter, algumas pessoas criticaram a decisão de não cancelar o desfile, dizendo que a cidade deveria fazer uma vigília para as vítimas, não uma parada. Ainda assim, no evento, alguns ressaltavam que a melhor forma de honrar o espírito daqueles que tiveram as vidas arrancadas é continuar vivendo. / NYT

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