Apesar de moratória, Israel seguirá com assentamentos

Israel deu luz verde para a construção de 112 novas residências em um assentamento judeu na Cisjordânia ocupada, informou hoje o governo. A aprovação ocorre apesar de uma moratória parcial sobre construções desse tipo.

AE, Agencia Estado

08 de março de 2010 | 12h54

A expansão foi revelada horas antes da chegada do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e um dia após os palestinos concordarem com negociações indiretas com Israel. Os palestinos advertiram, porém, que novas construções em assentamentos ameaçariam o processo de paz.

O ministro do Meio Ambiente, Gilad Erdan, disse que o projeto no assentamento Beitar Illit, perto de Belém, era uma exceção ao congelamento parcial da expansão no assentamento, anunciado em novembro.

"No fim do ano passado, o governo decidiu congelar a construção, mas essa norma que prevê exceções em casos de problemas de segurança para projetos de infraestrutura é anterior ao congelamento", afirmou Erdan. "Este é o caso em Beitar Illit", afirmou o ministro à rádio do Exército.

A contínua expansão dos assentamentos é um dos principais obstáculos à retomada das conversas de paz com os palestinos. As negociações estão suspensas há mais de um ano, apesar de meses de diplomacia liderada pelos EUA.

Condenação

Os palestinos condenaram o mais recente anúncio e pediram que Washington intervenha para paralisar essa expansão. "Israel continua a destruir os esforços de paz e a administração dos EUA precisa tomar uma atitude para conseguir que se paralise a atividade em assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental", afirmou um porta-voz da Autoridade Palestina. "A Autoridade Palestina condena essas atividades e o governo israelense tem responsabilidade total por sabotar os esforços de paz." As informações são da Dow Jones.

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