Apesar de pesquisas, partido de Musharraf diz que ganha eleição

Sondagens apontam que partidários da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto tem o apoio de metade da população

Agência Estado e Associated Press,

13 de fevereiro de 2008 | 13h57

O partido governista do Paquistão expressou otimismo de que será capaz de formar um novo governo depois das eleições parlamentares da semana que vem, apesar de pesquisas apontando para uma grande vitória dos opositores ao presidente Pervez Musharraf. Faltando apenas cinco dias para as cruciais eleições, a violência persiste no país. Uma bomba explodiu nesta quarta-feira, 13, na beira de uma estrada enquanto passava uma multidão de pessoas que havia acabado de participar de um comício do partido Jamiat Ulema-e-Islam, um grupo islâmico, na cidade de Charbagh, no Vale Swat. Uma pessoa morreu e três ficaram feridas, segundo um porta-voz do Ministério do Interior. Também nesta quarta, o Ministério do Exterior ainda não tinha informação sobre o paradeiro do embaixador paquistanês no Afeganistão, que desapareceu dois dias atrás numa região tribal quando viajava de carro para Cabul.  Mushahid Hussain, secretário-geral da governista Liga Muçulmana do Paquistão-Q, disse os eleitores vão reconhecer os benefícios na educação, saúde pública e outros serviços promovidos por seu partido nos últimos cinco anos. "Estamos confiantes de que iremos vencer a eleição", disse Hussain à Associated Press. "Somos a favor da reconciliação nacional e gostaríamos de conquistar o apoio de todas as forças políticas após as eleições a fim de garantir a boa governança". Entretanto, uma pesquisa divulgada na segunda-feira pelo International Republican Institute, financiado pelo governo dos EUA, apontou para uma estrondosa derrota do partido governista. A sondagem mostrou que metade dos paquistaneses consultados pretendia votar no partido da assassinada ex-premiê Benazir Bhutto e 22% apoiariam outro partido de oposição liderado por outro ex-premiê, Nawaz Sharif. Apenas 14% dos entrevistados expressaram apoio ao partido de Musharraf, um aliado-chave dos Estados Unidos em sua guerra contra o terrorismo.

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