Apesar de proibição, população do Bahrein vai às ruas protestar

Povoados manifestações são registradas em povoados xiitas ao redor da capital, Manama

Agência Estado

25 de março de 2011 | 14h40

MANAMA - Protestos contra o governo e confrontos com forças de segurança foram registrados em vilas xiitas em todo o Bahrein nesta sexta-feira, 25, num desafio à proibição de reuniões públicas e apesar da forte presença de militares nas ruas.

 

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Em muitas vilas xiitas que cercam a capital Manama, grupos de manifestantes, a maioria homens jovens, se reuniram em importantes cruzamentos pedindo a queda da família al-Khalifa, que governa o país. Muitas das concentrações foram dispersadas por forças de segurança que usaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e de chumbo, segundo uma testemunha.

 

 

Os protestos representam o primeiro desafio significativo à proibição de marchas e manifestações públicas imposta durante a violenta repressão da semana passada. Os manifestantes foram retirados das ruas da capital depois que o rei Hamad bin Isa al-Khalifa anunciou uma lei marcial de três meses e pediu que tropas sauditas fossem enviadas ao país.

 

 

Na vila de Al-Musal, majoritariamente xiita, centenas de manifestantes montaram barricadas improvisadas com latas de lixo e blocos de concreto. A polícia entrou na periferia da vila, disparando tiros de chumbo e fazendo com que os manifestantes se espalhassem pelas ruas, disse uma testemunha. Disparos esporádicos feitos pela polícia antidistúrbio podiam ser ouvidos das vilas xiitas vizinhas, enquanto um helicóptero da polícia sobrevoava a região.

 

Em antecipação às aglomerações, o exército e a polícia bareinita elevaram o número de postos de verificação em toda a ilha. Militares com tanques e veículos blindados guardam a entrada da maioria das vilas xiitas. O governo do Bahrein diz que está protegendo a lei e a ordem e combatendo um movimento inspirado e infiltrado pelo Irã.

 

Segundo grupos de direitos humanos e opositores, pelo menos 17 pessoas morreram durante os confrontos entre manifestantes e forças de segurança no país, desde que os protestos tiveram início, em 14 de fevereiro. As informações são da Dow Jones.

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