Apesar de trégua, violência persiste no Oriente Médio

Soldados israelenses assassinaram um miliciano ligado ao braço armado do grupo islâmico Hamas em uma operação militar contra a Cisjordânia na manhã desta segunda-feira, abalando uma frágil trégua iniciada no domingo e que pôs fim a mais de cinco meses de violência na Faixa de Gaza. O cessar-fogo também foi rompido pelo lançamento de dois foguetes palestinos contra Israel. Militantes palestinos em Gaza lançaram dois mísseis contra Israel, que caíram em um descampado perto de Sderot. Serviços de resgate israelenses disseram não haver relatos de feridos em razão dos foguetes. O cessar-fogo alimentou esperanças de que israelenses e palestinos finalmente conseguiriam retomar os esforços de paz e teme-se que a continuidade da violência entre as partes, mesmo que esporádica, faça descarrilar a iniciativa. Num discurso pronunciado nesta segunda-feira, porém, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, assegurou que os palestinos conseguirão fundar um Estado independente e soberano na Cisjordânia e em Gaza por meio de negociações se abandonarem a luta armada. Segundo Olmert, os palestinos estão numa "encruzilhada histórica" entre a paz e a guerra. Caso os palestinos optem pela paz, Israel desmantelará postos militares, liberará dezenas de milhões de dólares que devem ser repassados à Autoridade Nacional Palestina (ANP) e abandonará assentamentos judaicos, prometeu Olmert. "Estamos dispostos a fazer essas concessões em troca de uma paz verdadeira", declarou Olmert.

Agencia Estado,

27 Novembro 2006 | 14h19

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