Apesar do cessar-fogo, luta em Gaza continua

Morteiros explodiram perto do escritório do presidente Mahmoud Abbas em Gaza, neste domingo, e rivais trocaram tiros nas ruas, desafiando a última trégua acertada entre o Fatah e o Hamas. Os combates pararam a rotina na faixa costeira onde vivem 1,5 milhão de palestinos. Uma fonte hospitalar disse que dois membros da guarda presidencial de Abbas morreram neste domingo, em conseqüência de ferimentos a bala sofridos durante o fim de semana, elevando para 27 o número palestinos mortos nos conflitos entre facções nos últimos quatro dias. Os dois lados comprometeram-se a respeitar a trégua, mas os tiroteios continuam. O Hamas negou que seus homens tenham disparado morteiros perto do escritório de Abbas em Gaza. As explosões não deixaram feridos. Acordo rompidoMais de 80 palestinos morreram em combates desde dezembro, quando as negociações para a formação de um governo de união entre o movimento Hamas, que está no poder, e a facção Fatah, de Abbas, fracassaram, e o presidente moderado convocou novas eleições. Os palestinos esperavam que um governo de união ajudasse a relaxar o boicote econômico do Ocidente contra o governo palestino. Dirigentes do Fatah e do Hamas concordaram no sábado em retirar os homens armados das ruas de Gaza, mas poucas barreiras haviam sido desmontadas neste domingo e trocas de tiros esporádicas continuaram durante a noite. Horas depois do anúncio de uma trégua anunciada pelo Ministro do Interior, Saeed Seyam, que é do Hamas, um membro da guarda de Abbas foi morto, e outro foi sequestrado, ainda no sábado, disseram fontes de segurança. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela morte do guarda, mas o Fatah atribuiu a ação ao Hamas. O grupo islâmico negou envolvimento. NegociaçõesDirigentes dos dois lados disseram que serão realizadas novas negociações neste domingo para a implementação dos termos da trégua. Os combates adicionaram pressão sobre o Quarteto de mediadores - Estados Unidos, ONU, União Européia e Rússia - para que faça um novo esforço para reativar os debates de paz no Oriente Médio. O Hamas assumi o controle do governo palestino em março, depois de vencer o grupo secular Fatah, de Abbas, nas eleições parlamentares.

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