Kevin Lamarque/Reuters
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Aplicar 4 milhões de doses em um dia é um marco para os EUA; leia o cenário 

Desafio agora no país é vacinar os mais pobres e saber se a vacinação dará conta das novas cepas do coronavírus

Carey Goldberg e Jill R. Shah / Bloomberg , O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2021 | 05h00

Nos Estados Unidos, mais de 100 milhões de pessoas já receberam uma dose da vacina contra o coronavírus – cerca de um terço dos americanos. O limite para a chamada imunidade de rebanho é estimado em três quartos da população. No ritmo atual, ele pode ser alcançado em três meses.

O ritmo da vacinação vem se acelerando. No inverno (norte), os EUA levaram cinco semanas para saltar da média de 1 milhão de doses por dia para 2 milhões. Depois, o país levou apenas quatro semanas para atingir a média atual de 3 milhões de doses por dia – com pico de 4 milhões no sábado.

Quase metade dos Estados americanos já abriu a vacinação para jovens acima dos 16 anos. Neste fim de semana, serão 36 Estados. Agora, o governo pretende disponibilizar vacinas a todos os adultos até o dia 19. Em Nova York, mais de 450 centros de vacinação foram espalhados pela cidade, que pode imunizar meio milhão de pessoas por semana. Os locais são tão numerosos que têm atraído gente de fora. Mas o que deu certo?

“Primeiro, temos um suprimento de vacina fluindo através do sistema”, disse Robert Huckman, presidente da Health Care Initiative, da Harvard Business School. “Esse é o maior impulsionador de nossa capacidade de expandir o número de vacinados.” Outro fator, segundo ele, é a ampliação dos centros de imunização. Massachusetts, por exemplo, tem sete locais, incluindo o Gillette Stadium, casa do New England Patriots, time de futebol americano.

Agora, o desafio é vacinar os mais pobres. Em média, mais de um quarto dos brancos americanos recebeu um dose, mas apenas 1 em cada 7 negros e 1 em cada 8 latinos foram imunizados. Por fim, resta saber se a vacinação dará conta das novas cepas. No hospital UMass Medical Center, em Worcester, a maioria dos casos já envolve novas variantes.

*SÃO JORNALISTAS

 

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