Apoio à guerra põe governo espanhol em situação difícil

O apoio a Washington na crise com o Iraque é uma aposta de alto risco para o primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, que atravessa um momento de particular fragilidade política, dizem alguns analistas espanhóis.Após as grandes manifestações pacifistas de sábado, com mais de um milhão de pessoas nas ruas de Madri e Barcelona, segundo organizadores, Gaspar Llamazares, líder da Esquerda Unida, declarou que "Aznar deve mudar de posição, como pede o povo, ou renunciar e deixar que os cidadãos reconstruam sua representação política".O diagnóstico do político esquerdista conta com o aval de pessoas dentro do próprio governo espanhol, como o ministro das Ciências, Josep Piqué, e da mulher de Aznar, Ana Botella, candidata do Partido Popular (PP) nas próximas eleições municipais de Madri.Piqué, ex-ministro das Relações Exteriores da Espanha, disse hoje que a posição do governo "seguramente levará a perdas eleitorais". O vice-ministro de Economia, Rodrigo Rato, ressaltou que havia muitos seguidores do PP entre os manifestantes pacifistas.Para Ana Botella, o PP atravessa atualmente um dos piores momentos de sua história.

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