Andy Barron/Reno Gazette Journal via AP
Andy Barron/Reno Gazette Journal via AP

Apoio a impeachment de Trump cresce na Câmara, mas Senado resiste  

Após o escândalo da Ucrânia, o apoio à destituição cresceu e chegou a 4 pontos porcentuais em favor do impeachment – uma salto de 10 pontos porcentuais

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2019 | 16h23

WASHINGTON - Na semana passada, a maioria dos americanos era contra o impeachment de Donald Trump por uma margem de 6 pontos porcentuais, segundo média de quatro pesquisas: YouGov, Rasmussen, Marist e Morning Consult. Após o escândalo da Ucrânia, o apoio à destituição cresceu e chegou a 4 pontos porcentuais em favor do impeachment – uma salto de 10 pontos porcentuais.

Na Câmara dos Deputados, a maré também virou. Em junho, cerca de 80 deputados apoiavam o impeachment. Agora, são 224 votos a favor, de um total de 435, segundo a revista Time, um pouco mais que a maioria de 218 e suficiente para enviar o processo ao Senado. Neste sábado, 28, Mark Amodei tornou-se o primeiro deputado republicano a apoiar a investigação – embora ele diga que ainda não está convencido sobre o impeachment.

No cenário atual, Trump se segura no Senado, onde mantém a lealdade do partido. Os republicanos têm uma maioria de 53 dos 100 senadores. Para condená-lo, seria preciso que 20 mudassem de lado – o que ainda é considerado improvável.

Alguns senadores republicanos, porém, emitiram comunicados cautelosos sobre o presidente, evitando tomar partido tão cedo na disputa. Entre eles está Mitt Romney, desafeto de Trump e único a criticar abertamente a Casa Branca. 

Outros, como Marco Rubio e Rick Scott, ambos da Flórida, ficaram no meio do caminho, dizendo que o local mais adequado para julgá-lo é nas urnas, evitando uma defesa enfática de Trump e deixando espaço para saltar do barco, se for preciso. 

Apesar da solidez no Senado, nos bastidores e de maneira privada, estima-se que de 25 a 30 senadores do partido votariam a favor do impeachment se a votação fosse secreta, o que analistas veem como um sinal de que a lealdade do Senado dependerá dos próximos capítulos da investigação que ocorre na Câmara. 

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