Apoio à independência da Escócia diminui a poucos dias da votação

Pesquisa mostra que 52% dos consultados optam pela permanência da região na Grã-Bretanha, contra 48% que querem a separação

O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2014 | 15h36


EDIMBURGO - Os partidários da permanência da Escócia na Grã-Bretanha voltaram a ter uma vantagem de 4 pontos percentuais sobre os separatistas, mostrou uma pesquisa do YouGov nesta sexta-feira, 12, a menos de uma semana para os eleitores votarem em um plebiscito sobre a independência.

A pesquisa YouGov para os jornais The Times e Sun apontou o apoio pela união em 52%, ante um apoio de 48% pela independência, excluindo aqueles que disseram não saber como votariam. "A campanha do 'não' voltou à liderança na Escócia", disse o presidente do YouGov, Peter Kellner, sobre a pesquisa. "Esta é a primeira vez que o 'não' tem conquistado espaço desde o começo de agosto."

Mais tarde, uma outra pesquisa, do instituto ICM para o jornal The Guardian, mostrou 51% de apoio aos partidários do 'não' contra 49% para aqueles em favor da independência, excluindo as pessoas que disseram que "não sabiam como iriam votar". Essa sondagem revelou que 17% dos eleitores ainda não se decidiram.

A indicação de que o apoio para manter a Grã-Bretanha unida tem leve liderança na Escócia traz pouco conforto para os unionistas, considerando que o cenário geral pintado pelas últimas pesquisas é o de que a votação será apertada.

Pesquisas do YouGov e da TNS mostraram uma repentina alta no apoio pela independência desde o fim de agosto, à medida que a campanha separatista liderada por Alex Salmond conquistava simpatizantes dentro do partido Trabalhista, que em geral apoia a união, e entre as eleitoras na Escócia.

"Embora o 'não' tenha voltado à frente, a campanha do 'sim' manteve a maior parte de seus ganhos desde o começo de agosto", disse Kellner sobre o estudo, que entrevistou 1.268 pessoas na Escócia entre terça e quinta-feira.

Até agora apenas uma pesquisa neste ano, da YouGov, colocou os separatistas na frente, no fim de semana passado. Essa sondagem, com margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais para mais ou para menos, mostrou uma liderança de 2 pontos percentuais da campanha pró-independência.

A queda da aprovação da união levou investidores a venderem libras, ações em companhias com exposição na Escócia e títulos do governo britânico, por temores de que a Grã-Bretanha pudesse se dividir.

No caso da vitória pela independência no dia 18, a Grã-Bretanha e a Escócia teriam que começar a trabalhar sobre a divisão da economia britânica de US$ 2,5 trilhões, do petróleo do Mar do Norte e da dívida nacional, ao passo que o primeiro-ministro David Cameron enfrentaria pressão para renunciar. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.