Apoio aos trabalhistas despenca na Grã-Bretanha

O apoio dos britânicos ao Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Tony Blair, caiu a seu nível mais baixo em uma década, devido ao desacordo da população com relação à "política beligerante" do governo, segundo pesquisa do instituto Populus divulgada hoje pelo prestigiado diário inglês The Times.Apenas 35% da população apóia a gestão de Blair, enquanto 34% manifestaram simpatia pelo oposicionista Partido Conservador. Um terço dos consultados disse ter deixado de apoiar Blair por causa de sua posição sobre o Iraque, enquanto que para 20% ele passou a ser mais simpático justamente por seu papel nessa crise. O grupo mais descontente é o das mulheres, entre as quais Blair sempre desfrutou de maior popularidade.Ao serem indagados sobre o apelido posto em Blair por seus opositores - o de "poodle" do presidente dos EUA, George W. Bush -, 51% disseram estar de acordo com e a designação e 45%, contra.Para 71%, o presidente do Iraque, Saddam Hussein, tem armas de destruição em massa e para 61%, ele é uma ameaça para a Grã-Bretanha. Só 34% concordam com a insistência de Blair e Bush de destituir o líder iraquiano por meio de uma guerra. A maioria incontestável (86%) quer que os inspetores da ONU tenham mais tempo para seu trabalho.Nos EUA o panorama é bem diverso. A maioria dos americanos apóia o uso da força para remover Saddam do poder, mesmo sem o aval da ONU, segundo duas sondagens de opinião divulgadas na segunda-feira à noite. A do diário Washington Post e da TV ABC News indica que 57% concordam com a ação unilateral.O levantamento divulgado pela TV a cabo CNN e jornal USA Today revela apoio de 63% - quatro pontos porcentuais a mais em relação a pesquisa similar apresentada por essas empresas no início da semana passada, antes de o secretário de Estado, Colin Powell, ter ido à ONU mostrar as supostas provas de que o Iraque tem armas de extermínio.

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