Apoio de Bush a Sharon revolta o mundo árabe

O endosso do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a um plano unilateral do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, aumenta as chances de uma solução parcial ser transformada em algo definitivo, reclamaram árabes indignados com a posição assumida pelo líder americano. O plano de Sharon prevê o desmantelamento unilateral de todos os assentamentos judaicos na Faixa de Gaza e de algumas colônias na Cisjordânia. Em contrapartida, Israel manteria seus maiores assentamentos na Cisjordânia.No Cairo, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, declarou por meio de um comunicado que a posição assumida por Bush é "negativa e muito lamentável, pois cancela todas as bases de negociação e representa um perigoso desdobramento do conflito árabe-israelense".Abdel Bari Atwan, editor do jornal Al-Quds al-Arabi, assinou um editorial publicado na página do diário na internet dizendo que as promessas de Bush a Sharon "tornam mais difícil para nós, árabes e muçulmanos, não odiarmos o atual governo americano, que está espalhando o fogo da violência e do terrorismo por meio de políticas racistas e preconceituosas contra os fracos e oprimidos". O Al-Quds al-Arabi é editado em Londres.No Catar, o analista político Mohammed al-Musfir declarou: "É chegado o momento de o movimento palestino de resistência lutar por seus direitos. Trata-se de uma visão radical, mas é a única alternativa disponível no momento."

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