André Dusek/AE
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Apoio de Obama à Índia não invalida pretensão brasileira ao CS, diz Lula

Presidente diz esperar que governante dos EUA abra o Conselho da ONU a outros países

Tânia Monteiro, enviada especial,

08 de novembro de 2010 | 22h02

MAPUTO- Surpreendido pela declaração do presidente do EUA, dando apoio à entrada da Índia em um Conselho de Segurança da ONU reformado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 8, ao desembarcar em Maputo, que espera que "Obama faça agora desse compromisso dele com a Índia uma profissão de fé e consiga efetivamente abrir o Conselho de Segurança a outros países."

 

Lula não havia sido informado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, das declarações do presidente Barack Obama.

 

Para Lula, a decisão de os EUA apoiarem a Índia em uma vaga para o Conselho de Segurança não invalida a pretensão brasileira de conseguir seu assento. O importante, disse, é que haja uma reforma no organismo.

 

"Os Estados Unidos são apenas uma voz dentro do Conselho de cinco", acrescentou, lembrando que há outros países que apoiam o Brasil, como França, Inglaterra e a China.

 

"É importante que a gente tenha uma ONU fortalecida, uma ONU mais representativa, uma ONU que fale um pouco a política do século 21. E eu acho que vai haver um processo de amadurecimento.

 

Nessa crise econômica de 2008, ficou muito claro a fragilidade dos instrumentos multilaterais para tomar decisão e fazer com que os países cumpram. Então, acho que ficou mais claro também da necessidade do fortalecimento da governança local, e obviamente que a ONU é o mais importante organismo multilateral que nós temos no mundo."

 

Lula lembrou ainda que o Brasil também defende a participação da Índia no Conselho, já que ela integra o G-4, juntamente com o Brasil, a Alemanha e o Japão, que reivindica a reforma da instituição.

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