Após 10 anos, Elián é 'soldado da revolução'

HAVANA

Reuters, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2010 | 00h00

O jovem cubano Elián González, que há dez anos foi o pivô de uma disputa diplomática entre Cuba e os Estados Unidos, disse que ficou feliz por ter sido criado na ilha comunista.

Em suas primeiras declarações públicas em vários anos, Elián, hoje com 16 anos, afirmou ainda que não guarda mágoa de seus parentes de Miami que lutaram para mantê-lo nos EUA, alegando que lá ele teria uma vida melhor. Atualmente, o adolescente é cadete do Exército e filiado ao Partido Comunista.

Ao lado de Elián, o presidente cubano, Raúl Castro, acompanhou na quarta-feira a cerimônia religiosa que celebrou os dez anos da sua devolução a Cuba. O adolescente hoje é aluno de uma escola militar e filiado ao Partido Comunista.

Elián foi encontrado boiando dentro de uma câmara de pneu na costa da Flórida, em 1999. Sua mãe e outros cubanos morreram no naufrágio de um barco clandestino. Havana realizou uma campanha internacional para que ele fosse devolvido a Cuba e criado pelo pai. Os EUA acabaram cedendo, e agentes tiveram de arrancar à força o menino da casa dos parentes em Miami.

"Embora eles não tenham nos apoiado, não tenho nenhuma amargura", afirmou Elián na quarta-feira. "Este é o lugar ao qual pertenço. Aqui me sinto bem." "Graças à ajuda de uma grande parte do povo americano e do nosso povo, hoje estou com meu pai, e isso é tudo." /

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