Ismael Francisco/AP
Ismael Francisco/AP

Após 10 anos, Elián González vai a congresso comunista em Cuba

Rapaz protagonizou disputa jurídica da ilha com americanos quando foi levado para os EUA ilegalmente

Agência Estado e Associated Press

05 de abril de 2010 | 15h33

HAVANA - Elián González se transformou em um adolescente de cabelo curto, estudante de uma escola militar e delegado da juventude comunista em Cuba. Dez anos antes, ele esteve no centro de uma disputa jurídica e política entre Cuba e os EUA.

 

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O portal Cubadebate divulgou fotos do garoto durante o 9º Congresso da União de Jovens Comunistas, ocorrido no fim de semana na capital cubana. González, de 16 anos, aparece pouco em público e nesta ocasião estava entre os delegados da reunião partidária, vestido com uniforme verde-oliva que caracteriza os estudantes das escolas pré-universitárias da ilha. De rosto alongado, cabelo preto e olhar atento, o jovem estava sério entre seus colegas.

Elián foi levado ilegalmente por sua mãe para os EUA, mas a embarcação naufragou. A mãe dele morreu, mas o menor sobreviveu e pescadores o levaram até a Flórida. O pai, Juan Miguel González, pediu o retorno do filho, solicitando ajuda do então líder cubano Fidel Castro. O caso resultou em uma disputa entre Cuba e os grupos anticastristas, que se negavam a entregar o garoto.

Durante um processo nos EUA, o pai dele retomou a guarda do garoto, mas seus parentes se recusavam a devolver o menor ao pai. As autoridades tiveram que usar a força para garantir que o garoto voltasse a viver com o filho. O congresso da juventude comunista foi encerrado na noite do domingo pelo atual presidente, Raúl Castro.

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