REUTERS/Virgilio Rodrigues
REUTERS/Virgilio Rodrigues

Após 10 anos, polícia britânica ainda segue pistas em busca de Madeleine McCann

Comandante da Scotland Yard diz que há ‘importantes possibilidades de investigação’ que são ‘de grande interesse’ e ainda restam muitas incógnitas para encerrar o caso

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2017 | 13h14

LONDRES - Dez anos depois, a polícia do Reino Unido segue atrás de pistas que possam ajudar a encontrar Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida no dia 3 de maio de 2007 em Algarve, Portugal, informaram nesta quarta-feira, 26, as forças de ordem do país.

Segundo o comandante da Scotland Yard, Mark Rowley, há "importantes possibilidades de investigação" que são "de grande interesse" tanto para a equipe britânica como para a portuguesa.

Desde 2011, os investigadores analisaram mais de 40 mil documentos e inspecionaram cerca de 600 suspeitos, mas sem sucesso. Além disso, Rowley confirmou à imprensa local que quatro pessoas consideradas suspeitas em 2013 foram descartadas.

Questionado sobre se atualmente estão mais perto de resolver o caso do que há seis anos, quando começaram as investigações no Reino Unido, o policial disse que "existe uma linha de investigação com a qual vale a pena continuar buscando". "Poderia te dar uma resposta, mas até concluirmos a investigação não poderemos saber ao certo", adiantou.

O delegado assegurou que, junto a seus colegas portugueses, está sendo realizado um "trabalho" o qual ele não quer estragar com divulgações à imprensa. Com isso, não deu mais detalhes sobre as investigações e disse que revelá-los publicamente "não ajudaria".

Com relação à hipótese de um agressor sexual ser o responsável pelo desaparecimento da menina, Rowley sustentou que essa suposição havia sido "uma das linhas fundamentais de investigação". "A realidade é que hoje em dia em qualquer área urbana encontraremos muitos potenciais agressores", afirmou. Além disso, o comandante reconheceu que ainda restam muitas incógnitas para encerrar o caso e, por isso, "todas as hipóteses se mantêm abertas".

No dia 3 de maio completará 10 anos do desaparecimento de Madeleine McCann do apartarmento alugado por seus pais em um complexo turístico em Praia da Luz, quando tinha quase quatro anos. As autoridades portuguesas deram por encerrado o caso em 2008 em razão da falta de provas, embora nos anos seguintes várias pessoas de diversos países tenham entrado em contato com a polícia para comunicar supostamente novas informações sobre a menina.

Algumas pistas foram seguidas por detetives particulares contratados pelo casal McCann, que a princípio era suspeito. Com as novas suspeitas, a Scotland Yard reabriu as investigações de forma oficial em julho de 2013. / EFE

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