Após 10 meses, Tailândia decide suspender estado de exceção

A medida vigorou desde 7 de abril em resposta aos protestos urbanos de manifestantes contra o governo

Efe

21 de dezembro de 2010 | 05h16

O governo da Tailândia decidiu nesta terça-feira, 21, suspender o estado exceção em Bangcoc e em mais três províncias a partir desta quarta-feira, anunciou um porta-voz governamental.

 

Além de Bangcoc, palco de violentos distúrbios e explosões, que entre março e abril deixaram 91 mortos e cerca de 1.800 feridos, o estado de exceção também perderá vigor nas províncias de Pathum Thani, Samut Prakan e Nonthaburi.

 

A medida está em vigorou desde 7 de abril em resposta aos protestos urbanos de manifestantes contra o governo, que ficaram conhecidos como camisas vermelhas, seguidores do grupo Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura.

"O governo decidiu anular o decreto porque as ações do movimento de oposição são agora pacíficas", disse o porta-voz do governo, em entrevista coletiva.

 

O estado de exceção permite ao governo levar o Exército às ruas e proibir as assembleias públicas. Com os protestos, os chamados "camisas vermelhas" pressionaram sem sucesso o governo de coalizão do primeiro-ministro e líder do Partido Democrata, Abhisit Vejjajiva, para que ele dissolvesse o Parlamento e convocasse eleições antecipadas.

 

Os dirigentes dos "camisas vermelhas" anunciaram que no ano que vem farão novas manifestações na capital. A Tailândia atravessa uma crise política desde o golpe militar que derrubou em 2006 o então primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, declarado foragido pela Justiça tailandesa e exilado em Dubai.

Tudo o que sabemos sobre:
Tailândia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.