Após 11/9, EUA atraem nova leva de muçulmanos, diz jornal

O jornal The New York Times trouxe em sua manchete deste domingo reportagem na qual afirma que o número de muçulmanos a se radicar nos Estados Unidos registrou um aumento expressivo recentemente, após um declínio depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Os dados levantados pelo diário se baseiam em números obtidos junto ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e ao Censo do país.O The New York Times traz números detalhados sobre a imigração de cidadãos muçulmanos vindos de vários países. Entre 2001 e 2003, o número de vistos provisórios concedido a muçulmanos do Egito, por exemplo, havia caído de mais de 60 mil para aproximadamente 30 mil. Em 2005, a cifra foi de quase 40 mil. O número também aumentou no caso dos que obtiveram vistos permanentes. Em 2003, havia sido de cerca de dois mil, mas em 2005 pulou para quase cinco mil. Segundo o jornal, após o 11 de Setembro, muitos muçulmanos deixaram o país rumo ao Canadá, depois que mesquitas foram vandalizadas e uma série de ataques xenófobos foram realizados contra a comunidade islâmica nos Estados Unidos. Mas o diário acrescenta que, por conta da discriminação de que foram vítimas, os muçulmanos radicados nos Estados Unidos aproveitaram para se mobilizar politicamente e criaram diversas organizações de defesa de seus direitos e de auxílio a outros imigrantes recém-chegados. Jornada O The New York Times comenta que "muitos fizeram a jornada (rumo aos Estados Unidos) sem se deixar influenciar por relatos de dificuldades sofridas por imigrantes e a despeito de sua própria oposição à política americana para o Oriente Médio". O diário acrescenta que a nova leva de muçulmanos vem buscando "a mesma promessa que vem atraindo estrangeiros aos Estados Unidos há décadas: oportunidade econômica e liberdade política". O jornal conta que muçulmanos têm se estabelecido nos Estados Unidos em grandes números desde a década de 60, após cotas que favoreciam imigrantes do Leste Europeu terem sido abolidas.Nas três décadas seguintes, diz o jornal, "a imigração islâmica foi marcada por crescimento e prosperidade". Segundo dados do mais recente censo feito no país, o nível de escolaridade de imigrantes muçulmanos é superior à da maioria dos americanos e a média salarial deles é 20% superior à média nacional.Estima-se que haja até seis milhões de muçulmanos nos Estados Unidos.

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