Após 18 meses, Taleban liberta jornalistas franceses

Dois jornalistas franceses libertados após 18 meses de cativeiro nas mãos do Taleban, no Afeganistão, voltaram hoje a seu país e reencontraram suas famílias em um aeroporto perto de Paris. O câmera Stephane Taponier e o repórter Herve Ghesquiere chegaram sorridentes à pista do aeroporto militar de Villacoublay, a sudoeste da capital, pouco depois das 9h (horário local).

AE, Agência Estado

30 de junho de 2011 | 11h25

Após reencontrar os parentes, cumprimentaram o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e sua mulher, Carla Bruni. Os jornalistas, que trabalham para a rede estatal France 3, foram libertados ontem junto com o intérprete afegão Reza Din, segundo o governo francês. As circunstâncias dessa libertação não estão ainda claras.

Os dois franceses são os ocidentais que ficaram mais tempo como reféns no Afeganistão. O sequestro foi reivindicado pelo Taleban, grupo islâmico fundamentalista que comandava o país até a invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2001. Os rebeldes acusaram os jornalistas de espionagem.

Em janeiro, o então líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, ameaçou a França em uma mensagem de áudio e disse que a libertação dos jornalistas dependia da retirada das tropas francesas do país. Bin Laden foi morto por um ataque de forças especiais norte-americanas em maio, no Paquistão. Na semana passada, Sarkozy anunciou que "várias centenas" de soldados franceses deixarão o Afeganistão antes do fim do ano, no momento em que os EUA também anunciam a retirada de militares.

Não foram divulgadas, porém, informações sobre eventuais motivos dos sequestradores para libertar os jornalistas, nem se a França fez concessões de algum tipo para isso. O ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, afirmou que a França não paga resgates por reféns. As informações são da Dow Jones.

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