Após 2 anos, dissidente chinês encontra família

Depois de dois anos sem nenhum contato ou informações precisas sobre a localização do dissidente chinês Gao Zhisheng, parentes puderam finalmente visitá-lo sábado em uma prisão na Província de Xinjiang, no oeste do país. O ativista ficou desaparecido por 20 meses até dezembro, quando a imprensa oficial revelou que ele estava preso por ter desrespeitado os termos da liberdade condicional depois de sua condenação por "subversão", em 2006.

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / PEQUIM, O Estado de S.Paulo

29 Março 2012 | 03h03

Grupos de defesa dos direitos humanos chegaram a acreditar que ele estivesse morto. Em 2009, sua mulher, Geng He, conseguiu burlar a vigilância policial à qual a família era submetida e fugiu para os EUA, juntamente com os dois filhos do casal.

Reconhecido pelo Ministério da Justiça como um dos dez melhores advogados da China em 2001, Gao atuou nos anos seguintes em uma série de casos que o colocaram em rota de colisão com o Partido Comunista. Entre eles, a defesa de adeptos da Falun Gong, seita que chegou a ter estimados 70 milhões de seguidores e foi declarada ilegal pelo governo em 1999, depois de realizar a maior manifestação vista em Pequim desde os protestos da praça Tiananmen, dez anos antes.

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