Após 3 anos preso, ativista Hu Jia é libertado na China

A China libertou hoje Hu Jia, um dos mais famosos ativistas de direitos humanos do país, que ficou preso por três anos e meio acusado de subversão. A informação foi dada pela esposa de Hu, Zeng Jinyan. Ele voltou para casa em Pequim no início da madrugada de domingo (final da tarde de sábado no Brasil).

AE, Agência Estado

25 de junho de 2011 | 19h59

Figura importante entre os dissidentes chineses, Hu participava de várias frentes de defesa das liberdades civis antes de ser preso. Sua libertação ocorre em meio a uma campanha empreendida pelo governo para evitar levantes populares como os que estão ocorrendo no mundo árabe.

Hu, de 37 anos, é também conhecido por seu ativismo junto a pacientes com Aids e órfãos. A denúncia de subversão foi feita pela polícia em 2008, que o acusou de trabalhar com estrangeiros para tumultuar os Jogos Olímpicos daquele ano.

"Ele está seguro e muito feliz, mas precisa se recuperar por um tempo", disse a esposa em uma mensagem publicada no Twitter. Em uma mensagem publicada na semana passada, Zeng disse que Hu, que sofre de cirrose hepática, será privado de seus direitos políticos por um ano e que não falaria com a imprensa.

No final de 2008, Hu ganhou um importante prêmio de direitos humanos concedido pelo Parlamento Europeu, o Sakharov Prize. O governo chinês criticou a premiação, dizendo ser Hu um criminoso. As informações são da Associated Press.

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