Após 30 anos de resistência, Brasil aderiu ao TNP

O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), ligado à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), foi concluído em 1968, em um amplo esforço para conter a ameaça nuclear. Hoje, 189 países integram o pacto. Têm a bomba, mas não são signatários do tratado o Paquistão, a Índia, Israel e a Coreia do Norte (retirou-se em 2003).

, O Estadao de S.Paulo

21 de março de 2010 | 00h00

O Brasil aderiu ao TNP sob FHC, exatas três décadas após a conclusão do pacto. Nos anos 80, o País se aproximara da Argentina na área nuclear e a Constituição de 1988 passou a vetar uma "bomba brasileira". Em 1967, o Brasil havia firmado o Tratado de Tlatelolco, que busca livrar a América Latina de armas nucleares. Sob justificativa de impedir espionagem industrial, o País não assinou o protocolo adicional - mecanismo de 1997 que prevê inspeções mais intrusivas - o que levou a atritos com a AIEA em 2004.

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