Após 41 mortes, Iêmen impõe estado de emergência

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, declarou hoje que o país está sob estado de emergência. Pelo menos 41 manifestantes contrários ao governo foram mortos a tiros, durante um protesto na capital do país, Sanaa, disseram médicos e testemunhas. Além disso, mais de 100 pessoas se feriram em meio à violência.

AE, Agência Estado

18 de março de 2011 | 12h38

Segundo as testemunhas, homens favoráveis ao regime abriram fogo contra os manifestantes, que pediam o fim do governo do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder desde 1978. Os disparos foram realizados a partir de casas próximas à praça onde os oposicionistas estavam reunidos, na Universidade Sanaa. Milhares de pessoas acampam na praça desde 21 de fevereiro.

Na noite de quarta-feira, cinco manifestantes foram feridos em um ataque realizado por homens mascarados, na mesma região da Universidade Sanaa. Ativistas contra o governo disseram à agência France Presse que os agressores tinham armas, paus e adagas e eram "brutamontes" leais ao regime. As informações são da Dow Jones.

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