Andy Rain/Efe/Arquivo
Andy Rain/Efe/Arquivo

Após 7 meses, WikiLeaks volta a receber doações

Empresas de cartão de crédito que suspenderam repasses em dezembro não confirmaram, contudo

AE, Agência Estado

07 de julho de 2011 | 17h08

REYKJAVIK, ISLÂNDIA - O site WikiLeaks, dedicado à divulgação de informações secretas, voltou a receber dinheiro por intermédio das operadoras de cartões de crédito Visa e MasterCard, após sete meses de embargo financeiro.

 

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A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 7, por Andreas Fink, executivo-chefe da processadora de pagamentos islandesa DataCell.

 

A Visa e a MasterCard suspenderam os repasses ao WikiLeaks no início de dezembro do ano passado, pouco depois de o site ter publicado cerca de 250 mil telegramas diplomáticos secretos norte-americanos.

 

Mais cedo hoje, um advogado do WikiLeaks havia informado que o site estava adiando a abertura de uma queixa formal na Comissão Europeia contra a Visa e a MasterCard, na expectativa de que conseguisse fazer um acordo com essas empresas.

 

"A Visa pediu um prazo para responder às nossas demandas", disse Svein Andri Sveinsson, que trabalha em Reykjavik, capital islandesa. Inicialmente, a reclamação formal seria feita hoje.

 

Posição

 

Segundo o WikiLeaks, o embargo das operadores custa ao site 130 mil euros por dia. A AP disse que buscou contato por e-mail e telefone com a MasterCard, mas não obteve uma posição da empresa.

 

Simon Kleine, porta-voz da Visa Europa, disse não ter conhecimento de que os repasses tenham sido autorizados e informou que o caso está sendo investigado.

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