Yamil LAGE/AFP
Yamil LAGE/AFP

Após acidente que deixou 112 mortos, companhia cubana reduz voos nacionais

A estatal Cubana de Aviación anunciou cancelamento e alteração de rotas, mas não deu detalhes dos motivos

O Estado de S.Paulo

13 Junho 2018 | 17h53

HAVANA - Depois do acidente aéreo que matou 112 pessoas em maio, a companhia Cubana de Aviación anunciou a redução de seus voos nacionais, sem mencionar as motivações da decisão.

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Uma nota oficial da companhia estatal, publicada nesta quarta-feira, 13, pela imprensa local, afirma que os voos com destino às cidades de Camaguey, Moa, Manzanillo, Bayamo e Guantánamo foram cancelados. Também houve alteração nos voos entre Havana e as cidades de Holguín e Santiago de Cuba, que passaram de dois para apenas um por dia, "exceto aos sábados, quando não ocorrerão voos" para estes destinos.

No dia 18 de maio, um Boeing 737 alugado pela companhia aérea Cubana de Aviación, com 113 pessoas a bordo, caiu pouco depois de decolar do aeroporto internacional de Havana. A aeronave viajava de Havana para Holguín quando caiu, por volta do meio-dia, deixando 112 mortos. A única sobrevivente, Mailén Díaz, de 19 anos, permanece internada em estado crítico.

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O jornal oficial Granma informou nesta quarta que a investigação pelo acidente prossegue. As autoridades mexicanas suspenderam as operações da empresa para revisar as medidas de segurança de suas aeronaves.

Cuba justifica o aluguel de aviões estrangeiros pelas restrições do embargo americano, que impede o país de adquirir aeronaves e peças de reposição, embora boa parte de seus aviões tenha fabricação russa e de outros países do leste europeu.

A ilha sofre de um crônico déficit no transporte interno e a redução dos voos nacionais agrava essa situação. / AFP

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