Após acordo, Cabul assume responsabilidade por patrulhas

Incursões noturnas serão feitas por afegãos, que consideram pacto 'passo para consolidar a soberania' do país

CABUL, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2012 | 03h03

Afeganistão e EUA firmaram ontem acordo sobre as incursões militares noturnas, passando a responsabilidade para as forças afegãs, mas permitindo que o envolvimento americano continue. O pacto abre caminho para uma parceria de longo prazo e mais ampla, disseram autoridades afegãs e americanas.

Abdul Rahim Wardak, ministro afegão da Defesa, e o general John R. Allen, comandante americano, saudaram o acordo assinado como uma indicação da soberania do Afeganistão e a capacidade crescente de suas forças de operações especiais.

"É um importante passo para a consolidação da soberania afegã", afirmou Wardak, acrescentando que era "um objetivo nacional" e "o desejo do povo" que os afegãos conduzam e controlem essas incursões.

O general John Allen disse que o acordo significa que os dois países estão "prontos para uma reunião de cúpula bem-sucedida em Chicago", onde esperam se encontrar em maio para assinar um acordo de parceria estratégica pelo qual os EUA continuarão engajados por mais uma década no Afeganistão em áreas como educação e desenvolvimento econômico.

A reunião em Chicago será um encontro de cúpula da Otan no qual os países envolvidos na guerra devem se comprometer a continuar contribuindo financeiramente com o Afeganistão e também a treinar e equipar as forças afegãs.

O acordo sobre as incursões era o segundo de dois contenciosos que os dois países tinham de resolver. O outro era a transferência para os afegãos da principal prisão sob controle dos EUA, em Parwan. Um pacto sobre a transferência foi firmado há um mês.

"Isso era o que o presidente (Hamid Karzai) desejava há anos", declarou o porta-voz da presidência afegã, Aimal Faizi. O acordo seria firmado na semana passada, mas uma divergência sobre o tempo que os americanos poderiam manter pessoas detidas para interrogatório após uma batida, travou a negociação. / NYT

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