Nicholas Kamm/AFP
Nicholas Kamm/AFP

Após acordo com Honduras, Brasil pode antecipar em 11 anos volta ao Conselho de Segurança da ONU

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, o Brasil se candidatará para a vaga no Conselho destinada a países da América Latina e do Caribe no período entre 2022 e 2023

O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 23h00

O Brasil fez um acordo com o governo de Honduras e deve antecipar em 11 anos sua volta ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), disse nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, em nota.

Com o acordo, o Brasil se candidatará para a vaga no Conselho destinada a países da América Latina e do Caribe no período entre 2022 e 2023, disse o ministro.

“A decisão brasileira é resultado do acordo alcançado com o governo de Honduras, por meio do qual o Brasil antecipou seu pleito do biênio 2033-2034 para 2022-2023, recuperando atraso produzido na apresentação da candidatura durante governos anteriores”, disse Aloysio na nota.

“O acordo permitirá, caso o Brasil seja eleito, antecipar em 11 anos o seu retorno ao órgão.”

O Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, tem 5 integrantes permanentes e com poder de veto sobre as decisões do colegiado —Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Os dez membros restantes são rotativos e as vagas são divididas entre as regiões do globo.

Tradicionalmente, as regiões chegam a um consenso sobre um candidato para um período de dois anos no Conselho. A última vez que o Brasil ocupou um assento no órgão foi entre 2010 e 2011.

“A participação brasileira no Conselho de Segurança das Nações Unidas no biênio 2022-2023 permitirá ao país, no bicentenário de sua independência, contribuir diretamente para as principais decisões sobre a paz e a segurança internacionais”, disse Aloysio. / Reuters

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