Hani Mohammed/AP
Hani Mohammed/AP

Após agressões no Iêmen, governo e rebeldes negociam cessar-fogo

Movimento iemenita Houthi travou confrontos com o Exército perto do palácio presidencial na capital do país, Sanaa

O Estado de S. Paulo

19 de janeiro de 2015 | 13h37

(Atualizada às 16h30)

SANAA - Após milicianos xiitas e guardas do palácio presidencial se enfrentarem nesta segunda-feira, 19, em Sanaa, a capital do Iêmen, um cessar-fogo foi alcançado, segundo autoridades locais.

O cessar-fogo foi negociado por um comitê presidencial que incluiu os ministros do Interior e da Defesa, um auxiliar presidencial e um xeque de uma tribo que é próximo aos houthis.

Fontes médicas disseram que cinco pessoas foram morta e mais de 20 ficaram feridas. É provável que o número de vítimas seja maior.

O som de explosões ecoou pela cidade e nuvens de fumaça negra podiam ser vistas sobre edifícios do centro da cidade enquanto os confrontos mais intensos desde que o movimento muçulmano xiita Houthi invadiu a capital em setembro, afundando o frágil Estado árabe em agitação política e provocando acusações de que os militantes preparavam um golpe.

Os Houthis assumiram o controle da agência de notícias e TV estatais, disse um ministro.

O comboio do primeiro-ministro do Iêmen, Khaled Bahah, foi alvo de disparos, declarou a ministra de Informação, Nadia Sakaf.

Bahah está "são e salvo", acrescentou a ministra no Twitter, acusando milicianos de um posto de controle huzi na rua Zubairi de terem aberto fogo contra o comboio do primeiro-ministro. A tensão aumentou em Sanaa desde o sequestro, no sábado, do chefe do gabinete do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, que foi reivindicado pelos milicianos xiitas.

A ministra também descreveu o ataque ao palácio presidencial como uma tentativa de golpe. O palácio é defendido pela unidade militar de proteção presidencial.
Os milicianos de Ansarullah, que entraram em setembro na capital, mobilizaram reforços no bairro do palácio, que segue atualmente sob o controle da guarda presidencial.

Esta guarda também reforçou sua presença neste setor situado ao sul de Sanaa, perto da praça Sabeen, onde se encontra a residência do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi.

Muitas famílias deixaram suas casas, segundo testemunhas.

A tensão aumentou em Sanaa no sábado após o sequestro do chefe de gabinete do presidente Hadi, reivindicado por milicianos xiitas, também chamados de hutis.
Desde que entraram na capital, os hutis não pararam de ampliar sua influência a outras regiões do Iêmen, onde enfrentam combatentes sunitas e grupos relacionados à Al-Qaeda. / AFP, EFE e REUTERS

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