REUTERS/Leah Millis
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Após ameaça a opositores, Trump diz que violência política não tem lugar nos EUA 

No mesmo evento na Casa Branca em que falou o presidente, a primeira-dama, Melania Trump, afirmou que as supostas bombas endereçadas a ícones progressistas 'são um ataque inaceitável à democracia'

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2018 | 16h31

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 24, que a violência política "não tem lugar nos Estados Unidos", depois que as autoridades informaram ter interceptado pacotes suspeitos de conter explosivos, enviados a personalidades, como os democratas Barack Obama, ex-presidente, e Hillary Clinton, ex-adversária de Trump na corrida presidencial de 2016.

"Quero dizer que, nestes tempos, temos de nos unir e enviar uma só mensagem clara e contundente de que os atos de violência política não têm lugar nos Estados Unidos", afirmou Trump. 

Trump afirmou que o seu governo não poupará esforços para levar à Justiça as pessoas por trás dos aparelhos e pacotes suspeitos. "Enquanto falamos, os pacotes suspeitos estão sendo inspecionados por agentes federais", revelou o republicano em um evento na Casa Branca sobre a crise de opiáceos no país. 

Trump comentou estar "irritado" com os atos desta manhã e prometeu "chegar ao fundo" do que esteja por trás das remessas suspeitas.

Antes de o presidente subir ao púlpito, a primeira-dama, Melania, também se pronunciou, "condenando fortemente todos aqueles que escolhem a violência", após citar os ataques aos Clinton e aos Obama bem como a autoridades públicas e organizações.

Hillary

Mais cedo, Hillary também havia pedido união ao comentar pela primeira vez a intercepção de artefatos explosivos dirigidos a ela. Na sua avaliação, o país passa por um período "preocupante".

"Vivemos tempos de profundas divisões e temos de fazer tudo o que possamos para unir nosso país", ressaltou Hillary em um ato eleitoral em Miami para apoiar Donna Shalala, candidata democrata à Câmara dos Deputados, que também recebeu pacotes suspeitos, mas que, segundo a polícia, eram alarme falso.

Hillary agradeceu ao Serviço Secreto por ter interceptado os pacotes suspeitos que também foram dirigidos a outras figuras do Partido Democrata, como Obama em Washington e à congressista Debbie Wasserman Schultz na Flórida.

"Todos os dias agredecemos ao Serviço Secreto. Estamos bem graças a ele", afirmou.

Em seguida, brincou ao falar dos seus netos, "os mais fabulosos do mundo inteiro", e se deteve para expressar a grande "preocupação" que lhe causa a "direção que tomou" o país. / AFP, Ansa e EFE 

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