ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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Após anúncio do Irã, Trump anuncia sanções a setor minerador e do aço iranianos

Mais cedo, emissário americano para o Irã havia dito que país não cederia à 'chantagem nuclear' do Irã

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2019 | 15h18
Atualizado 09 de maio de 2019 | 00h12

WASHINGTON - Após Teerã anunciar que reduzirá seus compromissos no acordo nuclear de 2015 e dar 60 dias para que signatários cumpram suas exigências, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 8, a imposição de sanções contra o setor minerador e de aço iraniano.

"Hoje vou assinar uma ordem executiva para impor sanções contra o ferro, o aço, o alumínio e o cobre do Irã, que são as maiores fontes de receita do regime, fora o petróleo", anunciou o mandatário em comunicado divulgado pela Casa Branca. 

Um pouco antes, o emissário americano para o Irã, Brian Hook, havia dito que os nunca cederão à "chantagem nuclear do regime iraniano". 

Segundo o emissário, a decisão do regime iraniano de expandir seu programa nuclear mostra o desafio que ele continua a representar para a paz e a segurança do mundo. 

"Isso (restringir o acordo) é contrário aos padrões internacionais e é outra tentativa de chantagem nuclear por parte do regime", disse Hook. A decisão iraniana ocorreu apenas um ano depois que o governo de  Donald Trump decidiu retirar os EUA desse acordo internacional.

O representante americano afirmou que  Washington está determinado a "fechar o regime iraniano com todas as possibilidades de fabricar uma arma nuclear" e "continuará a impor a máxima pressão" até que abandone suas "ambições desestabilizadoras", alertou Hook. 

O americano não descartou a possibilidade de os EUA aplicarem novas sanções contra o Irã após o anúncio de hoje. "Tenho prometido sanções adicionais há algum tempo e sempre cumpri minha promessa até hoje", disse. 

'Ambíguo'

Mais cedo, em Londres, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que o anúncio do Irã é "intencionalmente ambíguo".  Pompeo viajou para o Reino Unido com a missão de convencer o importante aliado europeu a dar seu apoio a Washington contra a China e o Irã. 

O Reino Unido continua a participar - juntamente com Alemanha, França, Rússia e China - no pacto internacional de 2015 sobre o programa nuclear iraniano. 

E apesar de na quarta-feira ter reagido ao anúncio de Teerã dizendo que é um "passo inoportuno", Londres rejeitou no momento a imposição de sanções ao Irã, como fez Washington em agosto.   

"Teremos de esperar e ver quais são as ações do Irã", disse Pompeo em uma entrevista coletiva em Londres. Os iranianos "fizeram uma série de declarações sobre as ações que ameaçam fazer o mundo reagir. Os EUA esperarão para ver" o que acontece, insistiu. / AFP 

 

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